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Recife na turnê nacional do Circo Imperial da China

O Circo Imperial da China chega ao Recife nos próximos dias 23 e 24 de setembro. Os mais habilidosos acrobatas, dançarinos e contorcionistas da China chegarão ao Brasil com espetáculo inédito, criado especialmente para turnê no País. Em celebração aos 25 anos do Circo Imperial da China, o grupo desafia as leis da gravidade em “As Aventuras dos Guardiões dos Unicórnios”, show que conta uma história emocionante, ambientada no mundo encantado desses animais mitológicos. Recife recebe a trupe, dona da técnica perfeita da arte circense ao longo de 2 mil anos, para três apresentações no Teatro Guararapes: 23 de setembro (às 17h30 e 20h) e dia 24 (às 19h).

A tour, que começou em agosto, passa também por Goiânia, Brasília, Curitiba, Londrina, Sorocaba, Joinville, Florianópolis, Salvador, Natal e Fortaleza. Esta será a quinta vez da companhia no Brasil; a segunda no Recife. A produção local é da Art Rec Produções – ingressos já estão à venda a partir de R$ 42.

Usando a imaginação, o Circo Imperial da China não mede esforços quando se trata de impressionar os fãs com movimentos de tirar o fôlego: antes de realizar uma apresentação profissional, todos os artistas passam por dez anos de treinamento. Em “As Aventuras dos Guardiões dos Unicórnios”, não há truques e nada é falso. O que existe é a combinação de habilidades autênticas com o melhor de todas as modalidades acrobáticas num espetáculo que une sincronia, desempenho de excelência e riqueza de detalhes. Somados a isso, imponentes figurinos e um show de iluminação fazem do Circo Imperial da China um dos melhores circos do mundo.

A arte circense é a forma de entretenimento favorita entre o público oriental. Com mais de 2 mil anos de existência na China, ela invoca uma identidade nacional e faz parte do cotidiano dos povos chineses. Por isso, muito dos artistas que se apresentam neste espetáculo são verdadeiros popstars na Ásia.

Confira um trechinho do espetáculo:

ARTE – A tradição do circo chinês teve início no Período dos Estados Combatentes. Artistas chineses, acrobatas e contorcionistas são claramente reconhecidos em artefatos antigos já nas dinastias Qin e Han (221 aC – 220 aD). Os registros históricos, as relíquias antigas, as esculturas em relevo em túmulos, pedra e tijolos, murais em templos e grutas e padrões decorativos em utensílios mostram que, durante séculos, o público ficou fascinado com as performances deslumbrantes de artistas chineses, acrobacias e circo. Embora muitos tipos de números acrobáticos tenham existidos durante a Dinastia Ch’in (255-207 aC), foi a Dinastia Han que viu a forma de arte alcançar novos níveis e se tornar uma forma popular de entretenimento. A maioria dos grupos foram formados ao longo de linhas familiares e desenvolveram habilidades e rotinas que, com algumas alterações, são realizadas até hoje. Conhecido como o “Pai Hsi” ou os “Cem Atos”, durante este período o circo evoluiu para um longo show com grande variedade de números de trampolim, malabarismo e mágica.

O circo chinês moderno, por mais sofisticado que possa parecer, foi criado e realizado pelos antigos acrobatas chineses. Esses acrobatas foram os favoritos da corte ao longo do Período Wei do Norte (386 – 534), na Dinastia Sung (960 – 1279). Durante a Dinastia Sung, a arte da acrobacia foi praticada por metafísicos taoístas em um esforço para aperfeiçoar suas habilidades físicas e concentração mental. Com o passar do tempo, o público do circo chinês mudou e, além dos nobres, os artistas foram bem recebidos pelas pessoas comuns. Os artistas do circo se juntaram a marionetes, contadores de histórias, magos, dançarinos que já se apresentavam para camponeses.

O governo chinês começou a acompanhar de perto o movimento de grupos e artistas individuais. Como resultado, ao longo dos séculos 19 e 20, o circo chinês existiu em um formato menos estruturado. Viajando sozinhos ao invés de em grupos, os artistas ficaram desmoralizados e desacreditados perante o público. Em 1949, a República Popular da China começou a financiar grupos, e o circo chinês ressurgiu como uma forma de arte popular. Foi criado um grande número de novos programas com acompanhamento musical, figurinos, adereços, iluminação; e o circo chinês tornou-se uma forma abrangente de arte de palco, tão magnificamente representada pelos artistas do Circo Imperial da China, que tem desempenhado um papel importante no intercâmbio cultural entre muitas nações.


SERVIÇO

Circo Imperial da China em “As Aventuras dos Guardiões dos Unicórnios”

Dia 23 de setembro (sábado), às 17h30 e 20h

Dia 24 de setembro (domingo), às 19h
Teatro Guararapes – Centro de Convenções de Pernambuco

Informações: (81) 3182.8020

Duração: 70 minutos

Classificação: Livre

Ingressos:

Plateia Especial: R$ 124 (inteira) e R$ 62 (meia)

Plateia: R$ 104 (inteira) e R$ 52 (meia)

Balcão: R$ 84 (inteira) e R$ 42 (meia)

* À venda na bilheteria do teatro, lojas Ticketfolia e www.eventim.com.br

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