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Dicas para viagem com crianças

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Vai viajar com os pequenos? Que tal aproveitar a viagem para umas brincadeiras.

Viagens para curtir o Natal ou o Ano Novo em outra cidade. Passeios de férias para conhecer outras paisagens. Programas que fazem parte da vida das famílias nesses meses de dezembro e janeiro. Se ficar muito tempo dentro de um carro, ônibus ou avião é cansativo para os adultos, imagina para os pequenos ? A ansiedade, o tédio e o cansaço podem deixar as crianças bem agoniadas e os pais, estressados.

Temos três filhos e sou a mais velha em uma família com quatro filhos. Minha mãe era professora e sempre inventava algumas brincadeiras para que a gente conseguisse ficar mais tranquilo nesses “vai e vem”.

Como vamos pegar a estrada daqui a alguns dias, me lembrei de compartilhar algumas “coisinhas” para deixar a viagem mais divertida.

Já tenho filhos adolescentes, mas ainda tenho uma menina de oito anos. As dicas foram sendo acumuladas ao longo de minha infância e dos meus 16 anos como mãe.

Sei que hoje em dia existem os tablets, Ipads, DVDs e coisa e tal. No entanto, em algumas ocasiões nem todo esse repertório é suficiente. Além disso, quilômetros juntos pode servir para aproximar mais com algumas brincadeiras e cuidados.

Vamos lá?

– O brinquedo preferido não pode faltar. Deixava/Deixo guardadinho na bolsa. Quando todas as brincadeiras perderem a graça, ele pode surgir como uma surpresa e animar o restante do trajeto.
– Também não deixo de levar um travesseirinho. Os pequenos podem cair no sono a qualquer momento com o balançar do carro, ônibus e o cansaço na poltrona do avião.
– Levo sempre duas garrafas com água. Uma para eles beberem e uma outra para alguma “emergência”, tais como lavar as mãos ou mesmo limpar algum vômito . É bom um rolo de papel higiênico ou lenços umedecidos – Isso já me salvou muito.
– Por conta do item anterior, deixo sempre uma muda de roupa à mão. É bom ter uma sacola plástica para colocar a roupinha suja. Acidentes acontecem.
Dito isso, vamos às brincadeirinhas:
– Com os meus olhinhos vejo…… A criança diz o que vê na estrada ou no avião. Os pais ou os irmãos adivinham o que é a partir de descrições simples. Quando alguém acertar, assume o posto. Por exemplo: “Com os meus olhinhos…. vejo alguma coisa verde. Com os meus olhinhos…. vejo alguma coisa que tem folhas. O que é? “ A resposta é uma árvore.
– Contar postes ou outras coisas no caminho: Essa aprendi com a minha mãe. Ela escolhia postes, bancas de revistas, carros vermelhos ou qualquer outra coisa que a gente pudesse procurar no caminho . Ganhava quem achasse mais.
– Placas de carro: Não sei se já existe essa brincadeira, mas um dia surgiu na família da gente e ficou até hoje. O adulto ou uma das crianças escolhe um número aleatório. Aí, todos precisam procurar um carro que comece com aquele numeral. Alguém achou? Agora veja qual o último número da placa encontrada. Vai ser com esse novo número . É assim: a mãe escolheu o número zero. O filho achou a placa XXX 0877. Agora a turma tem que achar uma placa que comece com o numero 7. E assim vai.
– Qual é a música? : Inspirada na brincadeira do animador Sílvio Santos, mamãe fazia esses desafios com a gente. A pessoa pensa em uma música e diz que palavra tem. Os outros precisam adivinhar qual é. Por exemplo: Aurora diz que pensou em uma música com a palavra sol. Aí, a gente precisa descobrir. Cada um faz uma tentativa até chegar naquela que ela escolheu. Quem ganhou, escolhe a próxima música.
– Personagens: Essa um dia também apareceu no carro da gente. Não se já existe. Uma das pessoas escolhe uma personagem para ser. A partir das características, é preciso descobrir quem é. Exemplificando: Eu sou Ariel, a sereia. Não digo a ninguém. Mas me perguntam: você mora na terra ou no mar? Outra pessoa pergunta: tem cabelos vermelhos? Até acertarem.
– Inventar histórias: Essa é do tempo da minha infância. Começa com um “era uma vez…” e cada pessoa vai complementando para formar uma história coletiva. É assim: “Era uma vez… uma menina com cabelos cacheados e olhos verde”. A outra pessoa complementa: “que morava em uma praia “ . E segue: “ que tinha um macaco “ . É só liberar a imaginação….

Por Alessandra Barbarini – jornalista, mãe de Aurora, Giuseppe, e Bernardo, colaboradora do corujices.com 

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